Uma Saga Pela Liberdade – Cap. II Ep. II

Capitulo II – Episódio II – “Primeiro contato”

Enquanto esperava Victor, andando de um lado para o outro, impaciente, “Ela” apareceu; com aquele sorriso amoroso e aconchegante nos lábios que me fez ficar paralisada. Seus cabelos longos e loiros combinavam com sua silhueta angelical que a deixava perfeita, e seus olhos – ah, aqueles olhos- eram de um azul claro estonteante, eu olhava naqueles olhos e me perdia em um oceano de mistérios. Então ela me olhou fixamente, o que me fez perder o fôlego no mesmo instante. Deu-me um sorriso caloroso, e foi embora à caminho da cerimônia.”

Enquanto permanecia petrificada, Victor apareceu, segundos depois dela ter saído de meu campo de visão e como parecesse que lia minha mente, disse:

_ Aquela é Agatha, a preferida entre as aprendizas dos elementais. Várias pessoas estão dizendo que ela se tornará a melhor sacerdotisa de todas as linhagens.

_ Eu nunca vi aquela garota em minha vida. – Falei tentando me recuperar.

_ Ela treina e medita, acho que desde sempre. Raramente vem para a cidade e quando vem é só para ver o mestre Raymon e comprar algumas poções. Fica pouco na cidade e some durante tempos. – Disse Victor, com um sorriso.

_ Vamos mocinha! Se ficarmos conversando na praça chegaremos atrasados e ninguém, aqui, quer levar bronca. Pelo menos, eu não! – Continuou Victor, enquanto puxava-me pelo antebraço, arrastando-me até a arena.

A arena de batalha estava diferente do que de costume: com equipamentos de treinos, marcas de magias e destroços por todos os lados. Hoje o lugar estava lindo: com flores, uma decoração maravilhosa e um altar no centro… Bem diferente do que geralmente é.

Nela, Dfrain já estava a nossa espera, com lugares guardados ao seu lado.

Quando sentei em meu lugar, ao lado de Dfrain e Victor, tive uma bela vista do altar e dos vários jovens de minha idade, que sempre treinaram para ser guardiões da cidade mágica.

A tal garota também estava lá. Realmente, era a mais bela, inundando o ambiente de harmonia e paz! Victor estava certo: daria uma ótima sacerdotisa! Mas, outra coisa também chamava atenção no altar, quatro objetos que se encontravam no centro: uma espada velha, de corte cego; uma varinha, mais parecida com uma lasca de madeira seca, preste a esfagulhar-se pelo chão; uma lança, que se assemelhava a um espeto e um cajado, que lembrava mais uma pequena tora de madeira oca e podre.

A cerimônia iria começar… Mestre Raymon se pôs na frente da mesa principal, em frente aos artefatos e começou seu discurso:

_ Bem vindos à arena de batalha dos Morions! É com grande prazer que recebo todos aqui. Muitos já passaram por esta arena: jovens que se tornaram guerreiros e muitos que fizeram história contra as trevas. Todos que aqui se encontram já treinaram, lutaram, sofreram e acima de tudo, cresceram.  A última seleção de guerreiros será hoje, com os artefatos lendários dos deuses Mardanos, Migal e da deusa Awell.

E continuou:

_ A sabedoria e a harmonia com a natureza, do deus Mardanos, estão simbolizadas pelos elementos mágicos e elementais da lendária Varinha Freya e do Cajado Celestial. A destreza e a coragem do deus Migal, expressos na força e precisão da pontaria de cada Atalanta, que utilizam suas lanças, está representada pela arma mais poderosa: a Lança Cronus, forjada pelas próprias mãos do deus Migal.

Enquanto Mestre Raymon discursava sobre Mardanos, uma brisa leve passou por sobre a arena e, como num passe de mágica, as poucas nuvens que se encontravam entre o sol afastaram-se, deixando o ambiente ainda mais iluminado. Porém após o discurso sobre o deus Migal, senti um pouco de inveja das aprendizes, por suas qualidades de destreza e coragem.

_ E, a força divina e a fé incompatível da deusa Awell, tão poderosas que podem até ressuscitar as luzes perdidas das almas,assegurando-lhes seu descanso e sua ressurreição, podem ser concedidas pela força divina da alma, através da Espada Mirage.

Neste momento senti um calafrio, uma sensação estranha, como se eu e a espada tivéssemos algo maior para fazermos juntos. Uma sensação de ‘poder’, invadiu-me…

_ Peço a atenção de todos. Agora, as escolhidas de Migal!

Varias garotas que aparentavam minha idade subiram no altar, chamadas, uma a uma e fizeram uma roda em volta da Lança Cronus.

_ Agora, os Elementais de Mardanos!

Alguns outros jovens foram chamados e se posicionaram em roda, em volta do Cajado Celestial. Atrás do grupo pude avistar vários magos antigos, inclusive o mago que me resgatara de Ruinen, há 10 anos…

Raymon então chegou para o tal mago e sussurrou-lhe algo em seu ouvido. Após receber as palavras do mestre, o mago em tom alto brandou:

– Victor Humbert, apresente-se já!

Victor deu um salto ao meu lado, seguido de um sorriso e um olhar que misturava esperança e medo. Sorri para ele e lhe dei os parabéns. Estava orgulhosa por ver meu amigo se dirigindo ao grupo dos Elementais Magos.

A escolha dos elementais de Mardanos continuou. Uma roda de garotas se formou em torno da Varinha Freya. Nesse mesmo grupo pude visualizar Agatha.

-Agora, vamos receber os filhos da deusa Awell! – Brandou Raymon.

Chamados um a um, vários garotos formaram uma roda perto da Espada Mirage. O Ritual de escolha estava feito e eu estava feliz, por Victor ter se tornado um mago. Porém o meu destino ainda estava incerto…

CONTINUA…

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2 respostas para Uma Saga Pela Liberdade – Cap. II Ep. II

  1. Hugo disse:

    Muito bom!!

  2. Pantera Shouri disse:

    Perfeito!

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